SANGUE AZUL

"MINHA PELE É BRANCA COMO A NEVE, O METAL DA MINHA LÂMINA QUEIMA COMO FRIO E O SANGUE EM MINHAS VEIAS É AZUL COMO O GELO."

É oque eu continuava repetindo enquanto os traidores de meu exército levavam-me para a minha execução.


Pessoas como eu, nascidas no frio, não são intimidadas facilmente. Mas eu precisava ser justo, 4 soldados armados contra 1 desarmado e amarrado, não era uma batalha fácil, mas matar traidores sempre seria um ótimo combustível. E falando em traidores, esses homens com certeza lutavam por uma pessoa; "o rei congelado", "o imperador das neves", o meu irmão. O exército do reino de Urin cada vez mais se aproximava das áreas dominadas pelos saqueadores, ladrões e assassinos que eram comandados por meu irmão, por isso ele precisou tomar uma atitude, e por isso estou sendo levado para o meio da floresta onde um desses traidores pretende cortar minha garganta. Mal sabiam eles que, mesmo com as mãos amarradas, eu ainda conseguia estalar meus dedos.

Foi rápido. O primeiro deles não viu meu machado chegando. O segundo sentiu o próprio sangue enchendo sua garganta. O terceiro até tentou fazer alguma coisa, mas logo sua cabeça atingiu o chão. Já o quarto, fez força para tirar sua espada, que não saia da bainha.

- É o frio. As vezes faz a lâmina emperrar.

Um triste acaso. Para aquele soldado. Não para mim.

- Baldur Urd, em seus diários escritos na época da guerra civil.



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